
No dia 14/07, última quinta-feira, como de praxe, aconteceu mais uma definição da Bolsa de Suínos do DF. Para a semana que entra, o valor de comercialização do quilo do suíno vivo foi acordado em R$ 2,85, alta de R$ 0,40 em relação à semana passada, quando os preços praticados no Distrito Federal operaram a R$ 2,40. A decisão foi baseada em uma tendência nacional de elevação nas cotações, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) – ESALQ/ USP.
A discussão começou com a sugestão de R$ 2,80, porém a possibilidade de MG fechar a mais de R$ 3,00 movimentou o debate. Após o anúncio da reabertura do mercado de exportações para a Rússia, bem como a intensificação das vendas para novos clientes, como China e África do Sul, além do aumento do consumo interno impulsionado pelos preços mais atraentes em relação aos cortes bovinos nas gôndolas dos supermercados, os valores pagos ao produtor voltaram a subir e já reanimam o setor.
Diante deste cenário, chegou a ser cogitado o valor de R$ 2,90, porém o produtor Josemar Xavier advertiu para o fato dos presentes atentaram-se às reclamações da agroindústria sobre a preocupação unilateral dos produtores. Assim, embora a ressalva do 1º vice-presidente do SINDISUÍNOS, Rodrigo Fernandes, de que na semana passada o DF ficou abaixo de todos os outros estados, foi feita uma votação e entre R$ 2,90 e R$ 2,80, o consenso imperou em R$ 2,85.
Após o fechamento das outras Bolsas, por uma breve análise, ainda que o DF tenha dado um grande salto de 40 centavos, o mercado da capital da República não acompanhou os estados pelos quais costuma guiar-se. Isto porque em MG a escolha foi pelos R$ 3,20 e em São Paulo já há negócios a R$ 2,98.


